EDITORIAL


Literatura


EDITORIAL


A REFORMA DA LEI ROUANET

 



A


Alerta do Google de Websites sobre: Reforma da lei Rouanet

AUTORES INDEPENDENTES: Reforma da Lei Rouanet» "A Lei Rouanet na ...
Vamos levar a sério esta reforma da Lei, não apenas na letra, mas, na sua aplicação. Vamos criar oportunidades para que o artista, seja qual for a sua arte, ...





QUEM SABE FAZ A HORA,
NÃO ESPERA ACONTECER

"Por favor, Senhores! Vamos levar a sério esta reforma da Lei, não apenas na letra, mas, na sua aplicação. Vamos criar oportunidades para que o artista, seja qual for a sua arte, tenha a chance de mostrar o seu trabalho e viver dele. Tomemos o caso das editoras. Somente aqueles que recebem centenas de textos literários, diariamente, podem ver quão grande é o celeiro brasileiro e a tristeza que é vê-lo esvair-se sem nenhuma oportunidade de publicação. Os autores independentes - solitários! - custeiam a publicação de suas obras com o dinheiro do próprio bolso… E os outros? Os que não podem se dar a este luxo? E quem perde com isso? Todos! A começar do autor frustrado até a Literatura Brasileira, atrelada que está ao capital privado. É hora de mudar isso. O Brasil pode! Nós podemos!"

 

Comentário publicado por Porto Filho (site Arti-manhas) em 13/12/2008 no http://blogs.cultura.gov.br/reformadaleirouanet/

Se você é Autor, acesse o link acima e saiba o que o Ministério da Cultura está querendo fazer, com a intenção de tornar a Lei Rouanet mais democrática e acessível a todos. Conheça, comente, participe, acompanhe! Se o Autor não lutar por seus direitos, quem vai fazê-lo? Já pensou nisso?

"QUEM SABE FAZ A HORA / NÃO ESPERA ACONTECER" - Geraldo Vandré.
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E AGORA ?

Diante de nós há uma tela em branco apoiada num cavalete. Seu título: Editora Farol das Letras.
Ela já faz parte de nossa vida, a paisagem nós já escolhemos: é a nossa profissão, nossos negócios.
Agora, cabe a nós dar o colorido que quisermos e a iluminação que desejarmos!

Quem não se rende à tentação do ninho, jamais aprende a voar, quem não se aventura pelos mares, verá o casco de seu barco apodrecer pelo cais, quem não ousar na vida profissional, ficará superado porque não foi capaz de dialogar com as mudanças que o tempo ofereceu...

A ousadia de ser mestre, mediador, professor está em nossas mãos. A maturidade que já chegou à nossa vida e foi assumida é o passo mais decisivo para nós convivermos com a responsabilidade da vida e com a liberdade conferida pela sua competência. 
É preciso ter orgulho daquilo que fazemos. Agora, vamos encher o peito e dizer o que nós sabemos, o que nós somos e o que somos capaz de fazer.

Nossa vida é um quadro lindo demais para não ter moldura, nossa sabedoria é uma escultura de arte única que pertence somente a nós. A sociedade literária precisa conhecer nossa imagem dentro da moldura que escolhemos.

Adaptação do texto de Hamilton Werneck.
10/09/2008.



RETOMANDO O CAMINHO

 

Por que criamos a EDITORA FAROL DAS LETRAS ?

Tudo começou logo depois da Bienal de São Paulo. Estávamos entusiasmados com a repercussão do Lançamento de nossa Antologia Arti-Manhas de Contos & Crônicas. As fotos dos rostos alegres de nossos autores, presentes na Bienal, levou-nos - como sempre - a dar mais um passo: criarmos nossa própria editora! E por que não?! Nós somos assim, nunca quisemos fugir dos princípios que sempre nos nortearam - transformar nossos Sonhos em realidade.

O tempo passou... E em menos de um mês após a criação da empresa, aos poucos, ao entrarmos em contato com este outro segmento do livro - sua edição e publicação - , fomos vendo que não era como estar sentado numa poltrona confortável, com um ótimo livro na mão e entregarmo-nos à leitura, viajar no universo criado pelo autor... Ter uma editora é ter um NEGÓCIO, um negócio onde a mercadoria é o livro. Ele só não é mercadoria para o leitor e a maior parte dos autores.

Sem saber por que, sentiamo-nos diferentes, inquietos e, no entanto, para nós, só estávamos lidando com livros, edtores, autores, distribuidoras, livrarias... . Mas algo estava nos tirando o sono, ficando sem tempo... sem tempo até para ler! Algo não estava bem... mas o que?

Chegamos a dar alguns passos neste caminho e a cada passo mais negociantes de livros nos tornávamos, o que, para nós - descobrimos a tempo - significava abrir mão de Sonhar, colocando no lugar do Sonho, o negócio. Levamos um susto! O susto nos fez ver onde havíamos errado - colocamos todos os ovos numa mesma cesta.

E foi assim que acabou a nossa história no mundo dos negócios.

Por outro lado, temos mais uma coisa que não tinhamos: uma editora. E o que fazer com ela? Vamos usá-la! Foi mais uma conquista, mais um Sonho que virou realidade.

Quanto à Editora Farol das Letras, está criada. Vamos usá-la da melhor maneira que pudermos, mais um serviço que pode ser prestado a outros incorrigíveis sonhadores. Apenas isso: mais uma ferramenta a serviço do que sabemos fazer melhor - SONHAR!

E, por termos visto aonde erramos e retornado ao nosso "primeiro amor" é que dizemos, mais uma vez e sem nunca parar: "Até aqui nos ajudou o Senhor".

A nossa Paz voltou.
08/09/2008.




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POR QUE
ESTAMOS NA BIENAL ?


O descaso com que o autor brasileiro é visto por aqui – fazendo-nos crer que a melhor Literatura vem de fora – é um dos principais motivos para a concepção deste livro, que reúne contos dos mais variados perfis de contistas espalhados por todas as regiões do país. O presente trabalho é resultado de uma seleção apurada, realizada através do site www.arti-manhas.com.
Mas engana-se o leitor que pensa encontrar nesta obra contos de autores apenas rebeldes e inexperientes. Eles foram escritos por pessoas em uma época chamada Agora. Oferecem um retrato do dia-a-dia de um povo, o povo brasileiro, que reage com toda a sua fibra a uma colonização apelidada de um pomposo termo: globalização.  
Antologia de Contos & Crônicas Arti-Manhas surge aqui, erguida aos poucos com o trabalho e a imaginação de autores brasileiros como um grito já há muito sufocado: Nós também fazemos Literatura!

Porto Filho
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CONSELHOS AO JOVEM QUE QUER SER ESCRITOR
(Julho/2008)

 

De HEMINGWAY:

"Escreva como se estivesse mandando um telegrama pago do seu próprio bolso. Isto é, cada palavra sai cara. E todo mundo entende a linguagem econômica do telegrama, porque lhe diz respeito. Era isto, síntese. E a história dizer respeito."

De J. J. VEIGA:

"(...) Faço tantas versões quanto achar necessário, cada uma saindo menor que a anterior, porque da segunda em diante trabalho mais cortando que acrescentando; parágrafos inteiros desaparecem , dois ou três são condensados em um ou em uma frase...Quando me dou por satisfeito, nem sei mais se foi porque venci o desafio ou porque o cansaço me venceu. Às vezes me desespero, rasgo tudo e me sinto perdido no mato sem cachorro. Mas começo de novo."

***

 



OS MALUCOS INSPIRADOS

O arti-manhas.com pretende ser um site não somente ligado às Artes, mas, também ser um agente de divulgação e defesa dos direitos humanos. Não estou me referindo somente aos Direitos Humanos, clamados, proclamados e reclamados pela ONU, embora os apoie incondicionalmente - é claro! 

Quero falar de um outro tipo de Direito: o direito de ser livre e expressar livremente a própria vontade - o querer de cada um! Para tanto, relaciono abaixo os que, creio, são os mais importantes porque são deles que se derivam todos os demais inúmeros direitos que o homem tem. Sem fazer valer tais direitos, os demais não têm nenhum significado - "é letra morta". Ei-los:

 

DIREITO 1:
Você tem o direito de ser o juiz final de você mesmo.

Ou seja, você tem o direito de julgar seu próprio comportamento, pensamentos e emoções, e assumir a responsabilidade por seu início e consequências sobre você mesmo.

DIREITO 2:
Você tem o direito de não apresentar razões ou desculpas para justificar seu comportamento.


DIREITO 3:
Você tem o direito de julgar se é responsável por solucionar problemas de outras pessoas.

DIREITO 4:
você tem o direito de mudar de idéia.

DIREITO 5:
Você tem o direito de cometer erros - e ser responsável por eles.

DIREITO 6:
Você tem o direito de dizer "NÃO SEI".

DIREITO 7 :
Você tem o direito de dizer "NÃO ME IMPORTO".

DIREITO 8:
Você tem o direito de ser independente da vontade de outros antes de lidar com eles.

DIREITO 9:
Você tem direito de ser ilógico ao tomar decisões.

(Lógica, é o que outras pessoas usam para provar (?) que você está errado).

DIREITO 10:
Você tem o direito de dizer "NÃO COMPREENDO".

 

Os Direitos que acabamos de relacionar, são chamados por alguns profissionais da área de Saúde Mental de DIREITOS AFIRMATIVOS. Referem-se principalmente, aos relacionamentos entre pessoas e têm por objetivo, se colocados em prática, não permitir que você seja manipulado (usado) por outros. Àqueles que quiserem saber mais a respeito desses direitos, existe uma não vasta literatua nas livrarias comuns. Acredito, firmemente, que isso acontece porque  há um crescente interesse de instituições que se organizaram com o objetivo, não diretamente manifesto - é claro! - na manipulação daquilo que as pessoas comem, bebem, vestem e, o mais importante, o de incutir em cada um, aquilo que elas querem que pensem - é o controle do pensar e, portanto, interferência deliberada na vontade de cada um - tirar a liberdade de pensar. Está aí, não a semente do Controle Social, pois, esta já germinou e está florindo - florindo? Eu diria: dando espinhos! E é contra esses espinhos que precisamos lutar, rejeitar! É claro que muitos não resistem... seguem inconscientes para o matadouro, como carneiros e ovelhas. É aqui que entram os malucos inspirados.

Mas, como sempre acontece, fica um resto que não se dobra - os malucos inspirados. São àqueles que resistem e lutam ferozmente para não ter o cabestro invisível no pescoço. Nos juntamos aos malucos inspirados e chamamos a atenção para as cores já presentes da aurora. Amanhecerá.  

 

Saudações fraternas..

Maio/ 2008  

Porto Filho.

Complemento do Editorial :

 ABENÇOADOS DOIDOS -  de Ethel Feldman
 

quero largar meu corpo
no meio da praça
se fosse em inglês
diria que iria ao Hide Park
quero espreguiçar
meu olhar
abrir um sorriso idiota
deixar-me estar

se chover
fico molhada
se o sol queimar
asso
 
quando o polícia
ou alguém convencido
de ser autoridade
vier dar a ordem
de dispersar
tiro do bolso
os direitos
de quem abençoado
nasceu doido

deixo-me estar
colada ao verde
tão verde que sou

 

 

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Editorial de abril 2008: BRASIL: ANO 1500

 

Diálogo travado ao longo das praias brasileiras de 1500, citado por Ribeiro (1):

"Os nossos Tupinambás muito se admiraram dos franceses e outros estrangeiros se darem ao trabalho de ir buscar os seus arabutan. Uma vez um velho perguntou-me: Por que vindes vós outros maírs e perós (franceses e portugueses) buscar lenha de tão longe para vos aquecer? não tendes madeira em vossa terra? Respondi que tínhamos muita, mas não daquela qualidade, e que não a queimávamos, como ele o supunha, mas dela extraímos tinta para tingir, tal qual o faziam eles com os seus cordões de algodão e suas plumas.

Retrucou o velho imediatamente: e porventura precisais de muito? - Sim, respondi-lhe, pois no nosso país existem negociantes que possuem mais panos, facas, tesouras, espelhos e outras mercadorias do que podeis imaginar e um só deles compra todo o pau-brasil com que muitos navios voltam carregados. - Ah! retrucou o selvagem, tu me contas maravilhas, acrescentando depois de bem compreender o que eu lhe dissera: Mas esse homem tão rico de que me falas não morre? - Sim, disse eu, morre como os outros.

Mas os selvagens são grandes discursadores e costumam ir em qualquer assunto até o fim, por isso perguntou-me de novo: e quando morrem para quem fica o que deixam? - Para seus filhos se os têm, respondi; na falta destes para os irmãos ou parentes mais próximos. - Na verdade, continuou o velho, que, como vereis, não era nenhum tolo, agora vejo que vós outros maírs sois grandes loucos, pois atravessais o mar e sofreis grandes incômodos, como dizeis quando aqui chegais, e trabalhais tanto para amontoar riquezas para vossos filhos ou para aqueles que vos sobrevivem! Não será a terra que vos nutriu suficiente para alimentá-los também? Temos pais, mães e filhos a quem amamos; mas estamos certos de que depois da nossa morte a terra que nos nutriu também os nutrirá, por isso descansamos sem maiores cuidados." (2)

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(1) RIBEIRO, Darcy. 1995. "O povo brasileiro. A formação e o sentido do Brasil". Companhia das Letras, São Paulo, p. 46.

(2) LÉRY, Jean de. 1960. " Viagem à terra do Brasil". São Paulo, Martins (Biblioteca Histórica Brasileira, vol. 7, pp. 151-61).

 

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